domingo, 18 de março de 2012

HOJE É O IV DOMINGO DA QUARESMA. DIA DO SENHOR. CONVERTA-SE E CREEM NO EVANGELHO

INVOCAÇÕES: Espírito de Cristo, santificai-me. Coração de Cristo, vivificai-me. Corpo de Cristo, salvai-me. Sangue de Cristo, inebriai-me. Água do lado de Cristo, lavai-me. Paixão de Cristo, confortai-me. Ó bom Jesus, ouvi-me. Nas VOSSAS chagas, escondei-me. Não permitais que me separe de vós. Do inimigo maligno defendei-me. Na hora da minha morte, chamai-me.  E mandai-me, ir para vós, Para que vos louve com vossos Santos. Por todos os séculos dos séculos. Amem.

Hoje é domingo, 18 de março 2012

Tema do Dia

DEUS ENVIOU O SEU FILHO AO MUNDO PARA QUE O MUNDO SEJA SALVO POR ELE!

Oração da Serenidade: Eu seguro minha mão na sua, uno meu coração ao seu, Para que juntos, possamos fazer aquilo que sozinho não consigo.
Conceda-me Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar.
Coragem para modificar aquelas que podemos e Sabedoria para distinguir uma das outras.
Por Jesus Cristo, vosso Filho, e Nosso Senhor na unidade do Espírito Santo. Amem! Amém! Amem!

IV SEMANA QUARESMA
(roxo - ofício do dia da IV semana)

 Primeira Leitura:
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja,
que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.
 Leitura do Segundo Livro das Crônicas Naqueles dias: 14 As autoridades, os sacerdotes e o povo também aumentaram os crimes que cometiam, imitando as abominações das nações. E profanaram o Templo, que Javé tinha consagrado para si em Jerusalém. 15 Javé, o Deus de seus antepassados, enviou seus mensageiros, uns após outros, pois queria poupar o seu povo e a sua habitação. 16 Mas eles caçoavam dos mensageiros de Deus, levavam na brincadeira suas palavras, zombavam dos profetas, até que a ira de Javé contra o seu povo chegou a tal ponto que não houve mais remédio. 19 Em seguida, os caldeus puseram fogo no Templo de Deus, derrubaram as muralhas de Jerusalém, incendiaram todas as suas mansões e destruíram todos os objetos de valor. 20 Levaram para o exílio na Babilônia todos os que escaparam da espada, a fim de servirem como escravos para eles e seus descendentes, até que chegou o reino persa. 21 Dessa forma, cumpriu-se o que Javé tinha dito por meio do profeta Jeremias: «Até que a terra desfrute seus sábados, ela descansará durante todos os dias da desolação, até que se tenham passado setenta anos». 22 No primeiro ano do reinado de Ciro, rei da Pérsia, Javé, cumprindo o que tinha dito por meio do profeta Jeremias, despertou a consciência de Ciro, rei da Pérsia. Este proclamou por todo o império, a viva voz e por escrito, o seguinte: 23 «Ciro, rei da Pérsia, decreta: Javé, o Deus do céu, entregou a mim todos os reinos do mundo. Ele me encarregou de construir para ele um Templo em Jerusalém, na terra de Judá. Todos os que pertencem a esse povo e vivem entre nós, podem voltar para lá. “E que Javé, seu Deus, esteja com eles». - Palavra do Senhor. Graças a Deus!
2crônicas 36, 14 – 16. 19 – 23


Meu encontro com Deus
Minha expressão de louvor e gratidão ao Pai pelo dia de hoje.

Salmo Responsorial: 136(137), 1 – 2. 3. 4 – 5. 6 (R. 6a)
REFRÃO: Que se prenda a minha língua ao céu da boca, se de ti, Jerusalém, eu me esquecer!

1. Junto aos rios da Babilônia nos sentávamos chorando, com saudades de Sião. Nos salgueiros por ali penduramos nossas harpas. - R.

2. Pois foi lá que os opressores nos pediram nossos cânticos; nossos guardas exigiam alegria na tristeza: 'Cantai hoje para nós algum canto de Sião!' - R.

3. Como havemos de cantar os cantares do Senhor numa terra estrangeira? Se de ti, Jerusalém, algum dia eu me esquecer, que resseque a minha mão! - R.

4. Que se cole a minha língua e se prenda ao céu da boca, se de ti não me lembrar! Se não for Jerusalém minha grande alegria! - R.

Penso na existência de Deus, um Deus de amor, sempre aqui, presente. Em profundo silêncio interior, coloco-me na presença de Deus e deixo-me ser conduzido neste momento diário de oração.

Hoje eu vou experimentar e viver a ciência em minha vida!!!

Ó Espírito Santo, concedei-me o dom da Ciência, para que conheça cada vez mais minha própria miséria e fraqueza, a beleza da virtude, o valor inestimável da alma e ver claramente a sua luz, que me indicará o caminho a seguir.

Segunda Leitura:
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja,
que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.
 Leitura da carta de São Paulo aos Efésios - 4 Mas Deus, que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou 5 deu-nos a vida juntamente com Cristo, quando estávamos mortos por causa de nossas faltas. Vocês foram salvos pela graça! 6 Na pessoa de Jesus Cristo, Deus nos ressuscitou e nos fez sentar no céu. 7 Assim, com sua bondade para conosco em Jesus Cristo, ele quis mostrar para os tempos futuros a incomparável riqueza da sua graça. 8 De fato, vocês foram salvos pela graça, por meio da fé; e isso não vem de vocês, mas é dom de Deus. 9 Isso não vem das obras, para que ninguém se encha de orgulho. 10 Porque foi Deus quem nos fez, e em Jesus Cristo fomos criados para as boas obras que Deus já havia preparado, a fim de que nos ocupássemos com elas. - Palavra do Senhor. Graças a Deus!
Efésios 2, 4 – 10

Pela verdadeira fé que nos foi revelada, tornamo-nos verdadeiramente livres e herdeiros da promessa; por isso, não há motivo para desunião entre nós.

O evangelho do Dia
Quer estar atento e ouvir o que Deus tem a dizer através do evangelho
 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João - Naquele tempo, Jesus disse a Nicodemos, 14 Assim como Moisés levantou a serpente no deserto, do mesmo modo é preciso que o Filho do Homem seja levantado. 15 Assim, todo aquele que nele acreditar, nele terá a vida eterna.» 16 «Pois Deus amou de tal forma o mundo, que entregou o seu Filho único, para que todo o que nele acredita não morra, mas tenha a vida eterna. 17 De fato, Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, e sim para que o mundo seja salvo por meio dele. 18 Quem acredita nele, não está condenado; quem não acredita, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho único de Deus. 19 O julgamento é este: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más. 20 Quem pratica o mal têm ódio da luz, e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam desmascaradas. 21 Mas, quem age conforme à verdade, se aproxima da luz, para que suas ações sejam vistas, porque são feitas como Deus quer.» - Palavra da salvação. Glória a vos Senhor.
João 3, 14 – 21

No silêncio do meu coração, o que Deus quer me dizer? Escuto, medito e permaneço inspirado (a) por sua mensagem ao longo deste dia.

"Reflexão da Palavra"
Deus enviou o seu Filho ao mundo para que o mundo seja salvo por ele. O evangelho corresponde à resposta que Jesus dá a Nicodemos quando pergunta “como pode ser isso?”, referindo-se ao novo nascimento no Espírito. É também a segunda e última parte do diálogo de Jesus com este “chefe” dos fariseus de Jerusalém.
Nicodemos, cujo nome significa “o que vence o povo”, aparece varias vezes no evangelho de João (3,1-21; 7,50-52; 19,39). Não é um qualquer. Por sua filiação religiosa é considerado um fariseu, isto é, um rígido observante da Lei, considerada como a expressão suprema e indiscutível da vontade de Deus para as pessoas.
É o primeiro aspecto assinalado por João antes do próprio nome. Nicodemos se define, antes de tudo, como homem da lei. João acrescenta outra precisão sobre o personagem: na sociedade judaica é um “chefe”, título que se aplica particularmente aos membros do Grande Conselho ou Sinédrio, órgão de governo da nação (11,47). Nesse grupo de letrados fariseus, ele era o mais influente e dominava pelo medo os demais membros do Conselho (12,42).
Nicodemos fala no plural (3,2: sabemos). É, pois, uma figura representativa. A cena vai descrever, portanto, um diálogo de Jesus com representantes do poder e da Lei. Nicodemos chama Jesus de “Rabi” (3,2), termo usado comumente para os letrados ou doutores da Lei que mostravam ao povo o caminho de Deus.
Assim é como este fariseu radical, cumpridor da lei, vê Jesus. É estranho, porque até o momento, Jesus não deu razão para semelhante interpretação de sua pessoa. Na realidade, Nicodemos está projetando sobre Jesus a idéia farisaica de Messias-mestre, confirmado por Deus para interpretar a Lei e instaurar o reinado de Deus, ensinando o povo a perfeita observância da Lei de Moises.
Essa interpretação está longe de compreender a mudança radical que Jesus propõe. Para os fariseus, na lei está o futuro de Israel, para Jesus, o nascimento no Espírito abre o reino de Deus ao futuro humano.
O ser humano não pode obter a plenitude e vida pela observância de uma Lei, mas pela capacidade de amar que completa seu ser. Somente com pessoas dispostas a entregarem-se até o fim pode ser construída uma sociedade verdadeiramente justa, humana e humanizadora. A Lei não elimina as raízes da injustiça. Por isso, uma sociedade baseada sobre a Lei e não sobre o amor, nunca deixa de ser opressora, injusta e marcada pela cobiça.
A segunda parte do diálogo de Jesus com Nicodemos está centrado no que “desceu do céu” sem deixar de ser “do céu” “para que todo o que crê tenha a vida eterna”. A reflexão de Jesus ressalta a relação que existe entre crer e viver nas obras e a vida eterna, isto é, no reino de Deus. “Descer do céu” e ser “levantado” é um assunto de amor de Deus. Vejamos os aspectos teológicos importantes deste discurso.
Diante da centralidade farisaica da Lei, o evangelho de João propõe a dinâmica libertadora da fé em Jesus “levantado” (crucificado), como a serpente que Moisés levantou no deserto. Crer é a resposta ao imenso amor de Deus. É a reciprocidade do amor.
Crer não é um conceito ou uma doutrina, é um ato de amor pelo qual advém o reino de Deus. O juízo sobre a humanidade tem a fé como critério e ato de amor recíproco. Novamente chegamos à insistência de João. Uma humanidade justa e feliz somente é possível baseada no amor e não na Lei. Esta á fé que o evangelista João proclama.
Paulo, depois de agradecer o dom da fé (Ef 1,3-14), contrapõe dois tempos: o da morte e o da ressurreição. O tempo da morte (Ef 2,1-3) corresponde a “delitos e pecados”, segundo o “proceder deste mundo”, sob a dominação de Satanás.
É tempo de escravidão e infra-humanidade. Desse tempo Deus resgata, tanto a judeus como a gentios, por ser “rico em misericórdia”, vivificando-nos “juntamente com Cristo”, por sua ressurreição. Somente a graça, mediante o dom da fé, pode “explicar” tal superabundância do amor divino.
O tempo da ressurreição é tempo de “nova criação” em Cristo Jesus, o que se expressa nas “boas obras”, praticadas por quem foi vivificado. Não é de estranhar que a “medida” das boas obras seja como a medida de Deus: o amor.
O tempo da ressurreição é o tempo de afirmação da vida no amor. Para a fé cristã, a morte (a escravidão) não tem a última palavra. Viver plenamente o tempo da ressurreição como novas criaturas é o apelo de Paulo ao longo dessa carta à Igreja, nascida entre os gentios.
Oração: Deus de bondade, Pai e Mãe da humanidade, que em Jesus nos destes muitos sinais, para que todos os homens e mulheres se salvem e cheguem ao conhecimento da Verdade: nós queremos expressar nosso agradecimento ao descobrir que tu ages a favor de toda a humanidade e a conduzes, “por caminhos só por ti conhecidos”. Isto nos faz sentir cheios de alegria e confiança que se apóia em Jesus Cristo, irmão nosso e teu.

Oração: Ó Deus Pai Santo, para bem compreender a missão de evangelizar que nos deste, livra-nos de dúvidas do egoísmo, da ambição, da insegurança e da idolatria do dinheiro. Aumente nossa fé, nossa esperança e, sobretudo, aumetai nosso amor e nosso sentido da justiça, de modo que vivamos sempre próximos dos nossos irmãos, especialmente os mais necessitados. Faze-nos discípulos missionários, leves, alegres, confiantes no poder da Tua Graça e nas promessas de Jesus, Teu Filho e nosso Irmão, que Contigo reina na unidade do Espírito Santo. Amem.

Repouse ó Santo Espírito em minha alma,
e conduze-me com o fogo do vosso amor!